Marrocos se torna o principal fornecedor de frutos silvestres da Noruega.
Marrocos alcançou um marco inédito em sua estratégia de penetração nos mercados escandinavos: pela primeira vez, mais da metade das framboesas e amoras frescas consumidas na Noruega são provenientes de fazendas marroquinas. Entre julho de 2025 e junho de 2026, o Reino exportou 707 toneladas dessas frutas vermelhas para o país nórdico, com um valor superior a 9,3 milhões de euros, segundo dados da plataforma especializada EastFruit.
O volume representa um aumento de 22% em comparação com a temporada anterior e consolida a posição de Marrocos como principal fornecedor da Noruega, à frente de Portugal, cujas remessas caíram quase 27% no mesmo período. A diferença final a favor do Reino foi de 215 toneladas.
O pico ocorreu em maio de 2026, quando as importações norueguesas de Marrocos dispararam para 216 toneladas, mais que o dobro do registrado no mesmo mês do ano anterior. Essa data é estratégica: marca a transição entre o fim da temporada de importações de inverno e o início da limitada produção interna norueguesa, prejudicada pelas condições climáticas adversas para o cultivo de frutos vermelhos.
O salto qualitativo na Noruega não é um caso isolado. O Reino está realizando uma ofensiva comercial no norte da Europa que também inclui pimentões: entre outubro de 2025 e abril de 2026, a Noruega importou 620 toneladas de pimentões marroquinos, 2,3 vezes mais do que no mesmo período do ano anterior. Marrocos, que já é o sexto maior exportador mundial de frutos vermelhos, com 245.000 mil toneladas de frutas frescas e congeladas em 2024-2025, demonstra assim sua capacidade de competir nos mercados mais exigentes.
O desafio agora, alertam os analistas da EastFruit, será manter o ritmo durante os períodos de pico de demanda, em dezembro e janeiro, bem como repetir o feito de maio. Mas o que já é indiscutível é que a temporada 2025/2026 entrará para a história como a mais bem-sucedida das exportações marroquinas de frutas vermelhas para a Noruega. Um triunfo que reforça a posição do Reino como uma potência agroalimentar global.
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