O mercado japonês de mirtilo, um destino que atrai produtores

México, Estados Unidos e Chile lideram as vendas no país asiático.

O mercado japonês de mirtilo é um destino que muitos produtores anseiam acessar. Conhecido por ser um mercado com consumidores de alto poder aquisitivo que valorizam qualidade e relacionamentos de longo prazo, o Japão está prestes a ser um destino importante a ser explorado.

De Consultoria Blueberries Analisamos o que está acontecendo no mercado japonês, que atualmente é compartilhado por oito países.

Em 2024, o Japão importou 1895 toneladas métricas de mirtilos, avaliadas em aproximadamente US$ 25 milhões. Além disso, o mercado japonês está claramente concentrado em alguns players importantes, principalmente nas Américas.

Os países que fornecem mirtilos para o gigante asiático são México, Estados Unidos e Chile. E, em menor escala: Canadá, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, Nova Zelândia e China. (Ver Tabela 1)

Análise de país

Em 2024, o México foi o líder absoluto nas exportações de mirtilo para o Japão, com 59.75%, seguido pelos Estados Unidos com 21.26% e Chile com 14.74%.

 Com vendas de quase US$ 15 milhões, o México lidera o comércio de mirtilo com o Japão, com forte presença em janelas de baixa produção.

   Os Estados Unidos ocupam o segundo lugar, com pouco mais de US$ 5 milhões. Sua presença no mercado japonês se deve à proximidade geográfica e aos acordos comerciais entre os dois países.

Fonte: Agronometrics Global Trade Data, adaptado pela Blueberries Consulting

A terceira posição do Chile, com vendas de US$ 3,6 milhões, é fortalecida por um crescimento contra-sazonal e uma logística marítima eficiente.

No caso do Canadá, sua baixa participação de mercado (2.5%) é explicada por uma oferta limitada e um possível foco em nichos de qualidade. O Reino Unido tem uma participação marginal, possivelmente devido a reexportações ou a um nicho premium.

Por fim, temos os Emirados Árabes Unidos, com uma participação atípica, possivelmente devido às reexportações de centros logísticos. A Nova Zelândia, com oferta limitada, embora com contra-sazonalidade favorável. E a China, com presença simbólica devido às restrições fitossanitárias.

Dados de comércio global da Agronometrics, adaptados pela Blueberries Consulting
Dados de comércio global da Agronometrics, adaptados pela Blueberries Consulting
Dados de comércio global da Agronometrics, adaptados pela Blueberries Consulting
Dados de comércio global da Agronometrics, adaptados pela Blueberries Consulting

Observações estratégicas

Existem fatores-chave que determinam a dinâmica do mercado japonês. Primeiro, o domínio do México se deve à sua capacidade de produção durante períodos de baixa oferta em outros países e aos seus acordos comerciais favoráveis.

Chile e EUA estão se posicionando como fortes concorrentes, aproveitando suas temporadas complementares e experiência em exportação.

Embora a baixa participação da China seja certamente surpreendente dada sua proximidade geográfica, podemos supor que isso se deva a barreiras fitossanitárias, qualidade percebida ou falta de acordos bilaterais específicos.

Podemos destacar que um grande player deve entrar em breve no mercado japonês. O Peru, o maior exportador mundial de mirtilos, está na fase final de entrada de seus mirtilos no mercado japonês.

Implicações logísticas

A predominância de países americanos sugere que a logística marítima de longa distância está bem estabelecida para este produto no Japão.

Enquanto isso, a presença de países como Emirados Árabes Unidos e Reino Unido pode indicar o uso de hubs logísticos ou rotas indiretas, abrindo oportunidades de otimização de custos e tempo.

fonte
Consultoria Blueberries

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