Qualidade e pós-colheita

Jessica Rodríguez discutirá em Trujillo como prevenir a perda de qualidade em mirtilos.

No XLII Seminário Internacional de Mirtilos em Trujillo, em 2026, o especialista em pós-colheita, marketing e comercialização de produtos frescos analisará como o clima, a logística, a cadeia de frio e o manuseio afetam a vida útil pós-colheita e a qualidade com que a fruta chega ao mercado.

Uma fruta pode sair do campo em boas condições, mas perder a qualidade antes de chegar ao mercado. mirtilosEsse risco torna-se mais sensível quando campanhas com variações climáticas, prazos logísticos exigentes e controle de temperatura e pressão se cruzam para garantir a firmeza e a vida útil no destino.

Esse será o foco. Jessica Rodriguez levará a XLII Seminário Internacional de Mirtilo Trujillo 2026onde participará com a palestra “Mudanças climáticas e qualidade da fruta: implicações para as condições pós-colheita e para a vida”.

Rodríguez, engenheiro agrônomo com mestrado e consultor em pós-colheita, marketing e vendas de produtos frescos, chega a Trujillo com uma perspectiva especialmente útil para quem toma decisões sobre colheita, embalagem e exportação: como reduzir o risco de um bom lote perder suas qualidades antes de se tornar um produto comercial.

Uma análise do período pós-colheita e do mercado.

A contribuição deles reside em conectar o pós-colheita, a comercialização e o marketing de frutas frescas. Não se trata apenas de conservação. mirtilosmas sim para compreender como o produto reage durante o transporte, a espera, a receção no destino e o marketing.

“É preciso trabalhar no melhor produto possível para que ele possa resistir a esses problemas”, diz Rodríguez.

A frase aponta para o cerne da discussão que ocorrerá em Trujillo: como preparar melhor a fruta para uma rota de exportação onde a margem de erro é cada vez menor. Em uma agenda marcada por mudanças climáticas, El Niño, saúde vegetal, nutrição e qualidade, sua apresentação ajudará a direcionar esse debate para um resultado concreto: a condição em que os mirtilos chegam ao mercado.

Quando a espera pune a condição

A logística surge como uma das questões mais críticas. Atrasos no descarregamento, no processamento no destino e dificuldades na manutenção da cadeia de frio podem afetar negativamente a condição da fruta, especialmente quando a remessa chega com prazo de validade reduzido.

“O que mais nos afetou foi a espera nos mercados de destino, tanto para o descarregamento quanto para a conclusão dos procedimentos alfandegários. Isso tem sido complexo, porque muitas vezes é difícil controlar a cadeia de frio”, destaca ele.

Esse tipo de pressão torna tudo o que vem antes ainda mais exigente: tempo de colheita, firmeza, manuseio no embalamento, temperatura e disciplina operacional. Quando a espera é mais longa, a condição do lote no momento certo deixa menos margem para erros.

Jessica Rodríguez no Seminário Internacional de Mirtilos do Chile 2022, © Blueberries Consulting

Medir, ordenar e treinar

A resposta não reside apenas em grandes investimentos. Rodríguez também se concentra em aspectos operacionais que normalmente definem a consistência: medição, metodologia, controle e treinamento.

O especialista reconhece que algumas ferramentas, como a medição da firmeza, podem exigir maior investimento ou implementação mais sistemática. Mas grande parte da melhoria reside na otimização dos processos e no fortalecimento das equipes envolvidas na jornada da fruta.

“As demais medidas têm a ver com organização, método, monitoramento e treinamento de toda a equipe envolvida”, afirma.

Essa abordagem é especialmente relevante para uma campanha em que clima, logística e operações se cruzam novamente, e onde a questão será o quão bem preparada a fruta chega para manter sua condição, firmeza e vida útil no destino.

Jessica Rodríguez no Seminário Internacional de Mirtilos do Chile 2022, © Blueberries Consulting

Uma discussão fundamental para Trujillo

Envolvimento Jessica Rodriguez O tema será abordado em conjunto com o restante do programa técnico do seminário, que abrangerá tópicos como El Niño, mudanças climáticas, fisiologia, saúde, nutrição, bioestimulação, novas variedades, mercado e qualidade da fruta.

Além de sua palestra no primeiro dia, a especialista participará do painel "Ferramentas e estratégias para mitigar os efeitos do fenômeno El Niño", um evento que reunirá especialistas para analisar os principais desafios climáticos, de saúde e de produção da indústria peruana.

Para produtores, exportadores e equipes técnicas, a presença deles permitirá conectar a discussão climática do seminário com uma consequência concreta: quais frutas chegam, em que condições e com que capacidade de se manterem após a colheita em mercados cada vez mais exigentes.

O 42º Seminário Internacional de Mirtilos Trujillo 2026 será realizado nos dias 8 e 9 de julho no Hotel Wyndham Trujillo Golf, na Costa del Sol, no Peru, e reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir os principais desafios técnicos e comerciais do setor. oxicoco.

 

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fonte
Consultoria Blueberries

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