comércio de frutas entre Chile e EUA

A Fruits of Chile destaca as negociações para desbloquear a Abordagem Sistêmica em reunião de associações agrícolas e do embaixador dos EUA no Chile.

Em reunião com o SNA e a Fedefruta, a Frutas de Chile destacou junto ao embaixador Brandon Judd a urgência de avançar em soluções para a Abordagem Sistêmica e de revisar a tarifa de 10%, com foco na manutenção da competitividade das frutas chilenas em seu principal mercado.

Em uma reunião realizada na Sociedade Nacional Agrícola (SNA), o presidente da SNA, Antonio Walker; o presidente da Fedefruta, Víctor Catán; e o presidente da Frutas de Chile, Iván Marambio, reuniram-se com o embaixador dos Estados Unidos no Chile, Brandon Judd, para discutir as barreiras que atualmente impactam o dinamismo do comércio exterior e a competitividade do setor frutícola nacional.

Acesso e coordenação público-privada

Participaram também da reunião representantes do SNA: José Miguel Stegmeier (Primeiro Vice-Presidente), Ricardo Ariztía (Diretor Nacional) e José Francisco Gana (Chefe de Pesquisa); juntamente com representantes da Embaixada dos EUA: Amanda Hinkle (Adida Agrícola) e Nelson Ramírez (Especialista Agrícola). O foco da reunião foi promover soluções concretas que fortaleçam o acesso dos produtos chilenos ao mercado americano.

Abordagem sistêmica: prioridade para uvas de mesa

Segundo Iván Marambio, um dos principais pontos levantados pela Frutas de Chile foi a necessidade de avançar com o restabelecimento do protocolo de Abordagem Sistêmica para os embarques de uvas de mesa sem fumigação provenientes de Atacama, Coquimbo e Valparaíso, atualmente suspenso por decisão judicial. Marambio indicou que o USDA recorreu da decisão e que o setor aguarda uma liminar que permita a continuidade das exportações sob esse regime enquanto o caso é resolvido — uma iniciativa que, segundo ele, conta com o apoio do embaixador e do adido agrícola.

Tarifas e volume: o peso do mercado americano

Marambio acrescentou que outro tópico discutido foi a tarifa de 10% atualmente aplicada a frutas frescas e outros produtos, enfatizando a importância de manter negociações ativas para alcançar acordos mutuamente benéficos. Da embaixada, o embaixador Brandon Judd destacou o papel dos EUA como principal mercado de exportação para produtos agrícolas chilenos e afins, valorizando o diálogo direto com líderes do setor agrícola para fortalecer uma relação comercial de longa data.

Em números, segundo estatísticas da Frutas de Chile, os Estados Unidos receberam um total de 859.701 toneladas de frutas frescas do Chile no ano fiscal de 2024-2025, o equivalente a 28% do total exportado para o mundo todo. De acordo com dados do Banco Central, as exportações chilenas de frutas para esse mercado ultrapassaram US$ 25 bilhão em 1.400. Nessa mesma linha, Antonio Walker destacou que essas iniciativas permitem abordar barreiras comerciais e avançar em direção a soluções impactantes para produtores e exportadores, enquanto Víctor Catán enfatizou a importância de fortalecer a relação bilateral e lidar com contingências como tarifas e a Abordagem Sistêmica, considerando a natureza complementar da oferta chilena fora de época.

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