Um catálogo ajuda as empresas de frutas a estabelecer o índice de colheita

O Centro de Investigação Científica e Tecnológica da Extremadura (Cicytex) coordenou a publicação de um catálogo para ajudar as empresas e fruteiras a estabelecer um índice de apanha de fruta através de técnicas rápidas.

Dados e indicadores

O catálogo disponibilizado pela Cicytex, que visa ajudar as fruticultoras e os centros a estabelecerem as taxas de colheita da fruta, inclui um conjunto de fichas com dados obtidos em diferentes cultivares de ameixa, nectarina, pêssego e cereja de Las Vegas del Guadiana e El Valle. o Jerte.

Estas informações foram recolhidas em diferentes épocas de maturação consoante o destino comercial da fruta (exportação com longos períodos de trânsito, países terceiros e mercado nacional, e amadurecido na árvore para consumo local), conforme detalhado pela Direcção em imprensa lançamento.

Junto com os indicadores dos parâmetros de qualidade convencionais (peso, tamanho, cor, firmeza, entre outros) são adicionados os índices de maturidade que foram obtidos com as tecnologias rápidas utilizadas.

Metros

São valores médios coletados durante um período de estudo que inclui, dependendo do caso, de dois a cinco anos, e que podem ser indicativos no manuseio dessas ferramentas, levando em consideração o clima e a altitude do terreno.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a utilização das tecnologias disponíveis no mercado e obter os valores e indicadores que permitem a sua adaptação às medidas de parâmetros de qualidade de cada tipo de fruta (peso, tamanho, firmeza, casca produção de cor, acidez e etileno, relacionada ao amadurecimento).

Tecnologia e velocidade

São técnicas, baseadas no que se denomina espectroscopia visível e NIR (infravermelho), que apresentam uma série de vantagens sobre as tradicionais: pela rapidez, não é necessário destruir os lotes em que é feito o controle do amadurecimento.

Da mesma forma, não depende das condições climáticas, nem da habilidade do pessoal operacional para avaliar parâmetros como cor, tamanho ou firmeza da fruta. Este trabalho denominado "Tecnologias não destrutivas no campo e centro hortofrutícola" foi coordenado por Belén Velardo Micharet, da área de Pós-colheita do Cicytex.

Cooperação e inovação

Também participaram na coordenação a Instituição da Feira da Estremadura (Feval) e o Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar Cataa, de Portugal.

É uma tarefa inserida no projecto de cooperação transfronteiriça Innoace, que inclui um conjunto de tarefas, estudos e propostas inovadoras e em que participam 14 centros de investigação na Estremadura, Espanha, e nas regiões Centro e Alentejo de Portugal.

É cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (Feder) através do Programa Interreg VA Espanha-Portugal (Poctep) 2014-2020.

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