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Daniel Bustamante, presidente da Proarándanos:

“A indústria peruana está em processo de mudança de perfil”

Na indústria peruana, a atual temporada significou uma paralisação do crescimento, uma vez que as colheitas foram afetadas pelos efeitos das altas temperaturas nas plantas, impacto associado ao fenômeno climático El Niño que afeta aquele país.

Para abordar esta questão e o futuro da indústria, conversamos com Daniel Bustamante, presidente da Promirtilos.

Esta nota é uma prévia de uma interessante entrevista que será publicada na próxima edição da Revista Azul, que começa a ser distribuído em março.

  • Como você avalia a última temporada de mirtilo no Peru?
  • Olha, a temporada passada foi uma temporada difícil. O volume caiu muito, como vocês sabem, e por isso os preços subiram tanto, mas para avaliar a campanha peruana, acho importante separar essa queda na produção entre o que é por região e o que é por variedade.

A zona norte do Peru concentra a maior parte das áreas plantadas, ou seja, entre La Libertad e Lambayeque, e esta foi a mais afetada pelo fenômeno climático de um ano quente, que teve consequências muito graves no que é a produtividade das plantas.

O mesmo efeito, ou não tão drástico, não foi observado no sul. Ou seja, o primeiro impacto na queda da produção vem da zona norte. Este é o ponto número um.

Outro fator a considerar é a questão varietal. Sabemos que a indústria no Peru ainda é nova e temos variedades em fazendas que têm zero horas de frio ou poucas horas de frio, e que ainda vêm crescendo com relativo sucesso. Mas dado este ano mais quente, aqueles com poucas horas de frio sofreram mais e tiveram quedas terríveis na produção, não tanto aqueles com zero horas de frio, que também sofreram um pouco, mas menos porque, digamos, uma relação direta com as horas de altas temperaturas estes são afetados.

Depois devemos separar a campanha com esses parâmetros, o que nos ajudará a entender o que pode acontecer em campanhas futuras.

  • A tendência da indústria peruana era de crescimento, não só em volumes, mas também em superfície. Essa tendência será mantida ou avaliada?

Não creio que esteja no ritmo de antes. Acredito que a indústria peruana esteja em processo de mudança de perfil. Precisamente para a questão varietal. Para substituir muitas das variedades que se estavam a tornar mais obsoletas ou, como neste caso, aquelas que não responderam da melhor forma aos efeitos do clima.

Complexo e discutível

Foi definitivamente uma temporada complexa, sem dúvida, e será muito rica em pesquisas, análises e debates que gerará na mídia especializada e nos diversos encontros do setor, especialmente no Seminários Internacionais de Consultoria Blueberries de Lima e Trujillo, em março e julho deste ano.

Será também uma questão importante que se colocará em Itália, no contexto da Blueberry Arena por Macfrut 2024, que acontecerá em maio em Rimini, já que haverá uma presença significativa da indústria genética global, fator que aparentemente parece decisivo para enfrentar a ameaça climática e os demais desafios da indústria do mirtilo e de outras frutas silvestres nos diferentes hemisférios. e regiões do mundo.

Muitos desses fatores são abordados nas páginas de BlueMagazine em sua próxima edição de março.

Participar no Seminários Internacionais de Mirtilo mais importante do Peru e faça parte do World Blueberry Tour!
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fonte
Consultoria Blueberries

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